segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Maçon ou Prof? Telle est la question.

Vendredi, le 8 juillet 2011

No post de hoje:

  1. Concretado dos pés à cabeça
  2. Reflexões e decepções
  3. Pavor noturno
            Sexta-feira. Logo pela manha Damien (o outro contratado do programa para trabalhar no chantier e dar um apoio à Son-Ca) me pergunta se eu (ou algum dos rapazes) havia saído à tarde da noite passada, pois as vizinhas viram um “andarilho” e ficaram com medo. Disse que não e que não havia ouvido nada de estranho. Não pensei mais nisso, até à noite.
Trabalhando com a betoneira (serviço que era do Ramzi) eu me sujei da cabeça aos pés, tinha cimento até no cabelo. Meu sapato terminou de se arrebentar por completo e Romain saiu comigo após o almoço para comprarmos outro. O “restanque” avançou bastante, no vídeo é notável, pois eu filme uma parte às 10 da manhã e depois novamente à tarde e já dá pra notar a diferença (os funcionários, Romain, Julien e Jaison sempre continuavam o trabalho até umas 18h, enquanto passeávamos).
            Neste dia eu liguei para casa (do celular com roamming), falei um pouco, mas já foi bom. Liguei também para o Flávio, avisando que infelizmente eu não teria tempo para visita-lo em Grenoble... É, liguei para casa no dia 8 de julho e nem me toquei de uma coisa importante, que só fui me lembrar dias depois.
            Visitamos uma praia em Six Four, no vídeo eu falo um pouco das minhas impressões sobre o grupo e sobre o trabalho até então, e sobre isso só queria esclarecer algo que creio não ter ficado claro no meu discurso improvisado:
            “O trabalho de professor é cansativo para a mente e repetitivo para o corpo, no fim da semana sentimos um cansaço ruim se não tivermos nenhuma outra atividade física. O trabalho de pedreiro é pesado para o corpo (principalmente para mim, magrelo e sem treino), mas ao final da jornada, toma-se um banho e “c´est fini” (acabou), só tem que se tomar cuidado para não forçar demais a coluna, ou causar uma distensão por esforço.”
            Enfim, ambos tem seus prós e contras.
            Tudo parecia muito divertido na praia, mas logo depois uns probleminhas começaram a aparecer. Kelly não queria fazer a próxima atividade, provavelmente porque demandava uma caminhada, ou algo “cansativo” para ela e por essas e outras acabamos decidindo voltar para o chantier. Como eu tenho “mal à la voiture” (enjôo de carro), eu pedi, muito gentilmente à ela, se eu poderia (desta vez) voltar sentado à frente. Foi o fim do mundo pra ela, nunca vi criar tanto caso. Birrou como se fosse criança e acabei indo à frente, pois ela já “não queria mais”. Ele ficou MUITO irritada, intratável. No chantier eu até tentei pedir desculpas e agradecer o que ela tinha feito por mim, mesmo sabendo que era difícil para ela. Ela apenas me olhou e nada respondeu.
            Por causa disso (e de outros eventos esquisitos durante o “debriefing” – um momento em que a gente escreve e conta como foi nosso dia) eu acabei dormindo muito mal, mal mesmo. Acordei várias vezes durante à noite, vendo vultos estranhos e ouvindo passos ao redor da barraca. No entanto, para poder dormir, tive que me convencer que tudo não passava de sombras e vento. Não vou entrar em detalhes, mas não era do suposto andarilho da noite passada que eu estava com medo, infelizmente.


Para esconder o spot do jardim

O caminho quase pronto


Jaison trabalhando...

O sapato destruído

Uma joaninha aos tropeços

Praia de Six Four (não estou certo...)

Son-Ca e Djamel, que acabou de pisar um ouriço-do-mar

Ramzi, Son-Ca e Djamel: rindo até na dor...

 
O banco do "restanque"

Bulldozer, me aguarde

Escavadeira, pequena mas firmeza

Vista dos fundos

Nossa van

A única coisa que não gostei nem um pouco no terreno

Eu, completamente detonado

Um comentário:

  1. Sabe q eu já pensei a mesma coisa q vc em relação a uma profissão mais física q intelectual!! as vezes eu acho q seria muito bom trabalhar com as mãos assim!! mas ai eu penso como eu sinto falta de uma atividade mais intelectual...

    ResponderExcluir

Olá, fico contente que deseje fazer um comentário. Seja claro e respeitoso, assim todos poderemos tirar um bom proveito! Até mais...